terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


no retrato que faço

_traço a traço_

ás vezes me pinto nuvem,

ás vezes me pinto árvore...


ás vezes me pinto coisas

de que nem há mais lembrança...

ou coisas que não existem

mas que um dia existirão...


e,desta lida,em que me busco

_pouco a pouco_

minha eterna semelhança,


no final que restará?

um desenho de criança...

corrigido por um louco!


(poema de Mário Quintana...
quadro os girassóis de Vincent Van Gogh...)



te amo demais minha baixinha...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


Sempre

Atmosphere

Sempre, mas nem sempre...
Sempre somente a doação...
Corpo, alma, mente
Sangue
Sempre o amor
Renovando, renovando...
As velhas músicas, os antigos amigos, a rotina.
Mas é claro, que se não fosse bom não se repetiria.
Vale muito a pena, voltar, voltar e voltar e saber que a vida é linda, e mais ainda agora, por que vc está.
Te amo menino ruivo!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009


Meu rosto em teu rosto,

e o teu no meu,

reflete o manto do rosto..

O coraçao se veste;

um par de hemisférios,

que melhor complete

… Onde há sem norte

ou declinante oeste?!

Em desigualdade

tudo o que morre está.

Se nosso amor

é um só e formamos um par,

de amor

tão igual e forte

ninguém morrerá
(poema retirado do filme tristan e isolde...
quadro de john willian waterhouse )

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


"O importante não é ser forte, mas se sentir forte". (Natureza Selvagem)

Porque ser não importa, somente estar...

Estar feliz, em paz, triste, sério, forte, seguro...

Não se apegar em ser, apenas se deixar estar.

Tudo é vibração, tudo é energia e existe sempre em constante movimento.

Não dá pra parar, especialmente na absurda afirmação de ser.

Então você diz: eu sou impessoal. E trava.

Quanto tempo ficará assim? Estará então parado no degrau da escada, até que perceba que isso já não é o bastante pra você, começa a se entendiar do que se diz ser.

Eis que começa a subir novamente...

Movimentos, movimentos...
Como são agradáveis pra quem gosta de voar...

Somente Deus é. Nós sempre e somente estaremos.

(quadro de Vincent Van Gogh)

sábado, 14 de fevereiro de 2009



Texto retirado so site: http://www.astrologiareal.com.br/
14 de fevereiro de 2009

HAIR.

Quando a Lua estiver na sétima Casa e Júpiter se alinhar com Marte, a paz guiará os planetas e o amor mexerá as estrelas, esta é a profecia entoada no musical Hair, da década de 60. Esta profecia foi ressuscitada pois, de fato, na próxima terça-feira 17, os planetas Marte e Júpiter estarão em conjunção e paralelo, ou seja, alinhados. Simultaneamente a isto, a Lua poderá estar, como todos os dias, na sétima Casa em algum momento. Afirmar que a Nova Era Aquariana começa a partir de então é uma temeridade que só o entusiasmo espiritual consegue entoar, bem no estilo do musical Hair. Que todos ansiamos pela Paz e pelo Amor é um fato, assim como também é fato que destas virtudes depende o reaparecimento do enviado do Altíssimo, mas ainda há muito obstáculo para ser destruído para que tenhamos certeza de que o que vivemos é Paz e não Guerra

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os anjos da meia noite

Quando a insônia, qual lívido vampiro,
Como o arcanjo da guarda do sepulcro,
Vela à noite por nós
E banha-se em suor o travesseiro,
E além geme nas tranças do pinheiro
Da brisa a longa voz...

Quando sangrenta a luz no alampadário
Estala, cresce, expira, após ressurge,
Como uma alma a penar;
E canta aos gritos rubros da loucura
A febre - a meretriz da sepultura -
A rir e a soluçar...

Quando tudo vacila e se evapora
muda e se anima, vive e se transforma,
cambaleia e se esvai...
E da sala na mágica penumbra
Um mundo em trevas rápido se obombra...
E outro das trevas sai...


Esta poesia foi escrita em 05/08/97, era pra ter sido publicada naquela época em um fanzine que faríamos... a idéia não deu muito certo, mas fiquei muito feliz ao encontrá-la de novo e poder cumprir com a promessa.



Autor Fábio

domingo, 1 de fevereiro de 2009


Ou eu estou sem sonhos particulares ou eles estão se realizando e eu nem estou me dando conta disso.

Se estiver sem, então a coisa está preta... preciso começar a pensar nisso urgente,rsrs

Se estiverem se realizando, então a coisa está preta também, pq preciso pensar em metas.

Preciso pensar em alguma coisa urgente.

Só me preocupar com a humanidade, amigos, alunos, animais, família, natureza, não está dando certo... está não é necessariamente a ordem.

Estou exausta, meu corpo dói, está passado.

Além do que nem sei se está adiantando muito, não parece surtir efeito, já que tudo acontece como parece ter que acontecer. Fatalista? Nem sei agora o significado desta palavra mais.

Ando meio torta ultimamente, por dentro, torta.

Mas estou bem e feliz. Claro que não inteiramente... talvez quando toda a humanidade estiver bem, feliz, salva... Talvez me permita. Fatalista? O que será isso?

Qualquer pessoa normal me recriminaria, mas ultimamente não tenho conhecido muitas pessoas normais, se é que existem,rsrs

Mas eu estou me recriminando um pouco por isso, sintomas de lucidez, fatalista lucidez.

Graças a Deus!!!

Por que tem que tocar Atmosphere, justo agora???
A Carta do Chefe indígena Seattle (1854)

Resposta do cacique Seattle ao presidente americano F. Pierce que tentava comprar as suas terras. Um exemplo sublime de consciência holistíca e ecológica. Uma denúncia à ganância do homem branco, cioso de seu intelecto . Um grito contra a injustiça dos que pensam ter o direito sobre a terra, excluindo seus semelhantes e outros seres vivos. Um apelo ao humanismo:

"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore o homem, todos compartilham o mesmo ar. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao (seu próprio) mau cheiro. (...)

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se nós decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos

O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria de uma solidão de espirito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma lição em tudo. Tudo está ligado.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com a vida de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer a terra acontecerá também aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Disto nós sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem é que pertence à terra. Disto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu a teia da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizermos ao tecido, fará o homem a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala como ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos ( e o homem branco poderá vir a descobrir um dia): Deus é um só, qualquer que seja o nome que lhe dêem. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar o seu Criador. Os homens brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente iluminados pela força de Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos das florestas densas impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídas por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los.

Cada pedaço de terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de pinheiro, cada punhado de areia das praias , a penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho...

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhe vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhe vendermos nossa terra vocês devem lembrar e ensinar para seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem, dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra tudo que necessita. A terra, para ele, não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, extraindo dela o que deseja, prossegue seu caminho. Deixa para traz os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa...Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei... nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o homem vermelho seja um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.