terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"Assim como é em cima é embaixo" Já dizia Hermes Trimesgistro



Mas como é em cima? como é embaixo? Estou com a visão extremamente nublada, deve ser a chuva que não pára nesta terra. Culpa de quem?? Capitalismo desenfreado, ambição. Socorro!!!

Alguém pode nos salvar?

Pelas previsões o aquecimento é irreversível. Só mais mil anos...
Enfim acabará este processo de vir e ir...

Mas quer saber eu vou odiar, pq eu gosto mesmo daqui, apesar dos pesares... Da vida, das pessoas, da natureza, animais, estrelas, sol, lua, terra...

Dando voltas e nada de respostas...

Talvez eu precise mesmo de uma pergunta melhor.

Pra se resolver as coisas é necessário antes entendê-las? Será que não dá pra resolver sem isso?

É quase impossível entender porque nós seres humanos estamos passando por uma série de tribulações... basta pra mim das teorias todas que circulam. Todas tentam justificar o quanto somos imbecis? Maus? Bons? Burros?

Vai adiantar passar mais alguns milhões de anos aqui? Vindo, indo? E progredindo um milímetro a cada três dias.

Estarei sendo otimista? Com certeza, mas me recuso a ver estes cálculos e me deprimir ainda mais.

Creio ser otimista de verdade. Sei que vou encontrar uma boa resposta. Rezo muito pra isso. E é claro se continuar ouvindo Pink Floyd pra escrever, algo há de vir,rsrsrs


The Dark Side of the Moon,

The Earth,

The Sun,

The Humans,
Mine.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Festa!!!!! Eis que a melhor volta à São Paulo:


MOSTRA DA SUTIL COMPANHIA


De 6 de fevereiro a 5 de abril, o Teatro do SESI – São Paulo abrirá a programação do ano com a apresentação de uma mostra comemorativa aos 15 anos da Sutil Companhia e aos oito anos de parceria com o SESI-SP. Três montagens das 23 realizadas pelo grupo curitibano ocuparão a Avenida Paulista: A Vida é Cheia de Som e Fúria (2000), uma adaptação visceral do romance Alta Fidelidade, de Nick Hornby; Avenida Dropsie (2005), recriação cênica do universo melancólico e plástico do quadrinista Will Eisner; e o intimista Não Sobre o Amor (2008), inspirado na correspondência do formalista russo Victor Shklovsky com sua amada, durante o exílio dele em Berlim.As apresentações serão realizadas de quarta-feira a domingo, sempre às 20 horas.
A temporada foi estruturada de forma a proporcionar ao público a oportunidade de apreciar, de novo ou pela primeira vez, em uma mesma semana, os três espetáculos emblemáticos da trajetória da companhia. Às quartas-feiras as sessões serão gratuitas e nos demais dias os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
Confira o que está em cartaz:










terça-feira, 20 de janeiro de 2009


Eis que o mundo respira aliviado
Parece que o mal está se aposentando,rsrs
O sentimento de bondade se espalha no ar
Esta é a hora de fazer tudo, de encher o peito e acreditar!
A grande escalada começou...
Não precisamos chegar a destruição pra consertar tudo.


"Você pode dizer que sou um sonhador/mas não sou o único/espero que um dia você se junte a nós/e o mundo será como um só."

"Pense globalmente e atue localmente."
John Lennon

Há momentos em que o nada é tudo que se tem

Um nada formado pela exaustão da ansiedade

Da fermentação dos sentimentos

Seu momento mais crucial é exatamente onde ele não deveria estar

No ponto onde se quer atravessar, mas eis que lá está ele.

A sombra deve ser conhecida, para que se possa trazer a luz!

Sombra gélida, sua própria sombra.

Ponto de travessia

Não se pode chegar ao cume sem que se escale a montanha.

Noite,

Fina garoa,

Sons, sons, sons...

O tremor na espinha

...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Então o pequeno príncipe virou um homem
Mas ainda não encontrou sua rosa,
a sente perto...

Descobriu que tudo na vida sempre está certo

E segue uma vontade independente dele.

Será como deve ser.
Viverá o que lhe for concedido.

E por estar perto já sente... aquilo que é imenso e não se explicam em palavras.

O tamanho de sua felicidade dependerá do quanto conseguir suportar.

Sim, porque felicidade é muito mais difícil de conviver do que todo resto.

É preciso fortaleza para suportá-la, e ainda assim saber que tudo virá

Independente de sua vontade.

Descobriu o mundo, mas ainda faltava o perfume dela.

E ele está perto...

Todas as cores, cheiros, ruas, natureza, prédios, cidade, vinhos

Tornam-se mais intensos, saborosos

Porque ele se aproxima.

O amor é o éter da vida. Em nenhum lugar encontrará tamanha embriaguez...

Seu êxtase, a lucidez.

Quanto mais puro, mais forte.

E que lindo é, pois enfim ele se tornou um homem

e ela?!... terá amadurecido?

Ela o sente... e respira fundo,

Seus pensamentos já se confundem...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


É preciso estar sempre embriagado.

Aí está: eis a única questão.

Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê?
Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se!

Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso".

Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.



Charles Baudelaire

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009


Quero o fim da vaidade. Se para Schopenhauer a vontade era a raiz do mal, para mim somente a vaidade decreta nosso destino, mas de uma coisa ele estava absolutamente certo... a música é o que leva ao fim dos males... claro que uma música só não faz verão!
Quero ser além do corpo, dos limitados sentidos. Quero a nudez da alma.
Tem que haver um zíper em algum lugar...
Estarei me repetindo com certeza, mas se é assim é por não achar a saída. Quero o Zíper!!
Abrir e fechar, sim... muito tempo aberto e vivendo neste mundo, com certeza enlouqueceria.

Mas isso é vontade. Terá Schopenhauer razão?

Prisioneiros somos então... ciclos, ciclos...

Amarrados pelo mal. Esta amarra é a ponta do zíper?

_Você se acha um gênio. Ele diz.

Pensar é por acaso vaidade? Ou querer achar a saída seria?

_Nobre.

Leio e escrevo e escrevo e leio. Isso determina a direção do que penso. Preciso de paz, pra pensar sozinha... não, não quero Torres de Marfim.

Niilismo agora! Já!

A queda do próprio niilismo. Já! Às vezes nada faz sentido mesmo... mas às vezes faz muito.

Ciclos, ciclos... Bendita Terra que gira, fazendo-nos de tolos.

E lá vem a vaidade de novo, quando somente eu quero o zíper.

Deixar de querer... seria a libertação? Não talvez não, pq tudo que escrevi foi ontem, hj não quero mais e não me sinto mais liberta...




segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O sábio, que renunciou ao sentido e ao eu, ama o real, aceita-o e contenta-se com ele. Libertado de si,curado do medo e da esperança, despreocupado com os signos e o sentido, só habita o tempo na paz aqui, agora e sempre, da presença. Não aguarda nada, mas é atento. Não busca nada, mas é disponível. Não espera nada, mas ama. Todos os sábios disseram, em todas as línguas: "Infinite love, infinite patience". Sabedoria, não de recolhimento, mas de acolhida. O sábio tem o tempo (já que não aguarda nada) e todo o tempo (já que não há outro). Paciência, não da espera, mas da vida, não para o futuro, mas para o presente. Os ocupados se precipitam para o que lhes falta, ou aguardam (pacientemente, dizem eles!) que lhes caia dos céus. O sábio faz, tranqüilamente, o que tem a fazer. Não aguarda nada, e é por isso que não tem impaciência. Nada lhe falta, e é por isso que não se precipita. Lentidão do tempo, lentidão da presença... Todos os dias são hoje, é "o oitavo dia da semana, que não começa e não se esgota em nenhum tempo", e essa presença é exatamente aquilo a que o sábio está presente. Ele ainda vive no tempo? Claro, mas na verdade do tempo. Presente ao presente da presença, ele é aqui e agora, contemporâneo do eterno.

André Comté-Sponville
"Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...

E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei..."


"O amor é quando a gente mora um no outro".


Mário Quintana
Desenho: Alexandre Panariello

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


"A alquimia espiritual consiste em levar o ser a um estado de simplicidade indiferenciada, comparável ao da Matéria Prima, a fim de que ele esteja apto a receber a vibração do Fiat Lux iniciático. é preciso que a influência espiritual que essa iluminação vai lhe dar não encontre nele nenhum obstáculo devido a impurezas. Por isso ele deve ser primeiro reduzido a esse estado de Matéria Prima, o que, se a gente se dá ao trabalho de refletir um pouco, mostra bastante claramente que o processo iniciático e a Grande Obra Hermética são na realidade uma só e a mesma coisa: a conquista da Luz Divina que é a única essência de toda espiritualidade".

René Guénon


Fácil né?! rsrs

domingo, 4 de janeiro de 2009


Não o ano não começou... mas alguém por favor faça o tempo parar!
Muito curto, curto demais pra qualquer pessoa.
Tento não correr atrás, mas como aproveitar cada segundo?
Vivendo, claro, mas eu quero mais, sempre mais...
Chega a ser insuportável olhar o relógio, deveria jogá-los
todos fora.
Me sinto viver e morrer todos os dias, e a cada momento, mais acelerado fica.
Somente entre o espaço e o tempo há paz.
Somente entre o espaço e o tempo há vida.
Somente entre o espaço e o tempo há amor.
Desenho: Neil Gaiman