quarta-feira, 14 de janeiro de 2009


Quero o fim da vaidade. Se para Schopenhauer a vontade era a raiz do mal, para mim somente a vaidade decreta nosso destino, mas de uma coisa ele estava absolutamente certo... a música é o que leva ao fim dos males... claro que uma música só não faz verão!
Quero ser além do corpo, dos limitados sentidos. Quero a nudez da alma.
Tem que haver um zíper em algum lugar...
Estarei me repetindo com certeza, mas se é assim é por não achar a saída. Quero o Zíper!!
Abrir e fechar, sim... muito tempo aberto e vivendo neste mundo, com certeza enlouqueceria.

Mas isso é vontade. Terá Schopenhauer razão?

Prisioneiros somos então... ciclos, ciclos...

Amarrados pelo mal. Esta amarra é a ponta do zíper?

_Você se acha um gênio. Ele diz.

Pensar é por acaso vaidade? Ou querer achar a saída seria?

_Nobre.

Leio e escrevo e escrevo e leio. Isso determina a direção do que penso. Preciso de paz, pra pensar sozinha... não, não quero Torres de Marfim.

Niilismo agora! Já!

A queda do próprio niilismo. Já! Às vezes nada faz sentido mesmo... mas às vezes faz muito.

Ciclos, ciclos... Bendita Terra que gira, fazendo-nos de tolos.

E lá vem a vaidade de novo, quando somente eu quero o zíper.

Deixar de querer... seria a libertação? Não talvez não, pq tudo que escrevi foi ontem, hj não quero mais e não me sinto mais liberta...




Um comentário:

Anônimo disse...

'Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.'

isso cai muito bem hoje, sil...

sentirei muito sua falta.
e jamais esquecerei tudo que fez por mim.

bj grande irmã


*paulinha