
Cantam-se nas bermas do mundo
As coisas de um fugaz passado
Roubando um sorriso profundo
A quem já o tinha doado.
Creiam, aves migratórias
No que na noite se apresenta:
A sombra escondida às memórias
Ou um gesto perdido na garganta.
Segue-as o vento absorto, distraído,
Enquanto se alimenta da maresia
E que de sede se sente perdido,
Neste crepúsculo fingindo-se dia.
Colhe-se uma flor selvagem
Num jardim domesticada,
Para adornar esta viagem
Em telas de linho pintada.
E se ao fim do mundo se chegar,
Nesse início de vida constante,
Que se possa sorrir ao cantar,
Mesmo do mundo ausente.
Cantiga de Amigo
de João Falcato
Um comentário:
amo vc, amiga!!!!
Postar um comentário