terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os anjos da meia noite

Quando a insônia, qual lívido vampiro,
Como o arcanjo da guarda do sepulcro,
Vela à noite por nós
E banha-se em suor o travesseiro,
E além geme nas tranças do pinheiro
Da brisa a longa voz...

Quando sangrenta a luz no alampadário
Estala, cresce, expira, após ressurge,
Como uma alma a penar;
E canta aos gritos rubros da loucura
A febre - a meretriz da sepultura -
A rir e a soluçar...

Quando tudo vacila e se evapora
muda e se anima, vive e se transforma,
cambaleia e se esvai...
E da sala na mágica penumbra
Um mundo em trevas rápido se obombra...
E outro das trevas sai...


Esta poesia foi escrita em 05/08/97, era pra ter sido publicada naquela época em um fanzine que faríamos... a idéia não deu muito certo, mas fiquei muito feliz ao encontrá-la de novo e poder cumprir com a promessa.



Autor Fábio

Um comentário:

Anônimo disse...

Oieeee...Qto tempo...Vim visitar seu blog e ele continua lindoooooo....Adorei esse texto...Visita o meu blog...Teve mudanças radicais lá...Espero sua visita e seu comentario hein...Bjkas querida....